17 junho, 2011

Um Café de verdade, na falsa Penedo-RJ

Penedo fica no sul do Rio de janeiro e é conhecida como Finlândia brasileira. É uma cidade turística e fofa. Ponto final.
(...)

Falando sério agora, Penedo não me convence. É toda pomposa com a famosa (?) arquitetura da Finlândia e se vende como a Campos do Jordão dos cariocas (to achando que não vão deixar isso barato). Mas olha só, quando eu quero passar frio (que eu adoro) vou pra Campos, ou Monte Verde, ou até mais próximo...Santo Antonio do Pinhal, São Bento do Sapucaí. Ou seja, subo a serra, vou pras montanhas.

Santo Antonio e São Bento têm uma altitude parecida na faixa de 1.100m. Monte Verde em Minas Gerais é um pouco mais alta, 1.550m. E Campos do Jordão é a mais alta delas com 1.700m de altitude. Quanto mais alto, mais frio. Quanto mais frio, mais eu gosto!
E Penedo tem os incríveis...550m de altitude. Uau.

Mas ó, Penedo é que nem Campos: cheio de carro bonito, restaurante caro, e gente metida desfilando encapotada (!!!). 
Cachecol e gorro em Penedo?  Dá não.

Gosto disso não. Fake.

Enfim, perda de tempo. Se você quer frio pra valer, sobe a serra...não a do Mar. Se bem que é só uma questão de ponto de vista, né? Para quem está no nível do mar (Le-se Rio de Janeiro) subir fantásticos 550m já da pra curtir um bom friozinho. (hãn?)

Enfim, tava eu e Fernando voltando de Juiz de Fora-MG e entramos em Penedo para almoçar. Procuramos um lugar onde não fossemos roubados e comemos nossa truta. E Fernando não vive sem um café, nem eu.  Batemos o olho no Pérgola Café Gourmet, lugar bacaninha esse.


O Pérgola fica na avenida principal de Penedo, numa esquina bem no miolinho de tudo.



 O lugar é muito aconchegante, as paredes internas de tijolo aparente descascado, com cara de envelhecido.  Lustres pendentes lindos e principal feito de xícaras e bules é um charme só . Tudo muito bem decorado.




Sentamos na varanda, numa mesa com duas poltroninhas. Eu prometi pra mim que não ia entrar lá pra ver chocolates e doces. Mas eu minto. Entrei. Chocolates I don´t give a shit!, mas não digo o mesmo para os doces.

Pra quem assiste Dexter, tem um episódio que uma velha amiga dele (a Camilla) esta internada com câncer de pulmão em fase terminal. E tudo que ela quer é encontrar a melhor lemon pie de Miami. Fiquei meio obcecada com isso. Pra mim, torta de limão tinha meio que virado um boné velho, qualquer espelunca tem, como tudo que nossa amiga Carolina Mendes descreve na sua coluna Jantando no Orkut, do Marketing na Cozinha.

Dentre várias opções, uma mais linda que a outra, lógico que escolhi a danada da lemon pie.
E por Deus, que torta de limão é aquela?! Eu não estava buscando a melhor torta de limão, como a Camilla, mas ela me encontrou. Nunca comi uma torta tão boa!

infelizmente ela não é tão grande quanto parece na foto

mas que torta é essa?
O café corretíssimo do sul de Minas, Fazenda Ponte do Funil.

Só a conta que não agrada muito, R$18,00 por 2 cafezinhos e uma torta não é exatamente uma pechincha.

E não, não vá à Penedo.
Mas se for, não deixe de passar no Pérgola!




15 junho, 2011

Pesquisa relâmpago!

É rápido e não exige habilidade tampouco experiência (relaxa, que não vou pedir votos!).

Você só precisa de 2 segundinhos pra responder a enquete ao lado! ======>

Informação nunca é demais, né?
E aceitamos todas as sugestões e comentários que porventura tiverem vontade de fazer. Arrasa ai embaixo!

Obrigada!

13 junho, 2011

Enfim, Embaixadora da Diversão! (pão- pão- pão- pããããão)

Depois de muita torcida, de muito encher o saco dos outros, finalmente se encerrou a votação. E vocês não vão precisar me aturar pedindo votos tão cedo de novo (assim espero).
Em segundo lugar no ranking, virei Embaixadora da Diversão!


olha eu me sentindo

Pois bem, fiz minha selção de padarias e o Estadão aprovou.

Apesar de não conhecer nenhuma delas (era uma exigencia minha para estar na lista, afinal pra que repetir com tanta padaria em SP?!), tentei difersificar um pouco. Escolhi desde padaria fresquinha de nova com ares de doceria, até a orgânica, a alternativa e as mais tradicionais.

A bem da verdade é que estou triste por deixar tantas de fora...tantas mesmo! Minha pesquisa foi ampla e tive várias dicas e sugestões de amigos. Mas na faixa e com direito a resenha, são só 5 mesmo!
Eu to até achando que não vou me contentar só com essas, é muito pouco pra mim...vou ter que visitar as outras por conta própria mesmo (minha nutricionista vai me matar).

Acompanhem o blog, que agora vai cheirar brioches saindo do forno! Toda semana uma padaria nova pra vocês.

Dá uma espiada no que vem por ai:

ST. HONORÉ
Rua Pais de Araújo, 185  - Itaim
 

CEPAM
Rua Ibitirama, 1409 - Vl. Prudente

JULICE
 Rua. Deputado Lacerda Franco, 536 - Pinheiros


PAO
Rua Bela Cintra, 1618 - jardins
 

SANTA  TEREZA
Pça. Doutor João Mendes, 150


Ah, eu não poderia deixar de agradecer a todos que votaram lá por mim e as dicas de padaria que me deram! Muito o brigada!

11 junho, 2011

A história de amor mais bonita da cidade!

Em homenagem ao Dia dos Namorados, e ao meu eterno namorado, uma linda história de amor:



Compreende o que é amor agora?

Feliz Dia dos Namorados!

09 junho, 2011

Dois pesos. Duas medidas.

Não que eu entenda muito de política internacional, mas andei queimando uns neurônios com a notícia dessa semana.


Deixa-me ver se entendi direito.

Na Itália, Battisti foi integrante de uma organização de extrema-esquerda na década de 70 e foi acusado e condenado a prisão perpétua pelo assassinato de 4 pessoas. Mas ele fugiu pra França onde viveu por 10 anos sob proteção do governo. Depois veio pro Brasil, onde foi preso em 2007.

Itália e Brasil não são países tão divergentes assim, como se nos comparássemos a um país do Oriente Médio onde cultura, religião e valores são completamente diferentes.

Quer um exemplo?
Há um tempo atrás uma iraniana foi condenada a morte no Irã por cometer adultério. O Lula ofereceu exílio a ela.  Num caso como esse, onde nossos valores e religião divergem exponencialmente do país em questão, eu acho até discutível a intenção do ex-presidente. Afinal de contas, nós no Brasil não somos a favor da pena de morte, muito menos por adultério (senão tava todo mundo morto por aqui já). E em nossos valores se enraíza a máxima que nada nos dá o direito de tirar a vida de alguém. Portanto, seria louvável nossa intenção (no caso a do ex-presidente) de proteger a vida de uma mulher, oferecendo-lhe exílio.

Já o italiano Battisti fez barbaridades com seu povo e foi devidamente julgado por ele. E condenado. Ele assassinou e nós no Brasil também não somos coniventes a esse tipo de crime.
No entanto depois de muita discussão ficou decidido que ele seria extraditado e que cumpriria pena máxima de 30 anos pelos seus crimes (e não perpétua como definido pela Itália). Mas a justiça brasileira entendeu que a vida dele correria perigo caso ele voltasse à Itália e concedeu a ele status de refugiado político que poderia melar o processo de extradição pedido pela justiça italiana.

Nosso companheiro Lula resolveu não extraditá-lo e agora no governo Dilma, ele será solto para viver da forma que ele gostaria, como um escritor (que fofo!).

Talvez minha limitação de compreender política gere em mim algumas questões:

- O Brasil, ou o ex-presidente Lula, ou a justiça brasileira, tem o direito de intervir, contestar ou modificar uma decisão da justiça italiana? Ainda mais sendo de problemas internos?
- A troco de que o Brasil faz questão de manter uma pessoa condenada por assassinato, em nosso país?
- Não seria justo enviá-lo para o país dele, onde cometeu tantos crimes, para que eles se resolvam?
- Por que o Brasil está tão preocupado com a segurança de Battisti na Itália se ele é um assassino?

Ahhhh, imagino que isso tudo deve levantar um monte de discussões sobre o tema e que de repente aparece gente defendendo o Battisti pra cima e pra baixo. Como acontece com esses chatos dos "Direitos Humanos" defendendo bandidos.

Então vamos colar as coisas de outra forma:
Lembram do médico especialista em fertilidade Dr. Roger Abdelmassih?!

Não, ele não matou ninguém até onde eu sei.
Mas ele também tem algumas acusações cabeludas de estupro e atentado violento ao pudor de mulheres, entre ex-pacientes e uma ex-funcionária, ocorridos entre 1995 e 2008. Recentemente outras acusações estão pipocando no caso. Ele também está sendo investigado sobre manipular material genético de forma ilegal e imoral. Tentando aumentar as chances de suas pacientes engravidarem ele utilizava óvulos e espermatozóides de terceiros. Exames de DNA confirmaram que alguns casais deram a luz a filhos que não carregam seus genes.

Não, ele não foi condenado. Ainda.
Mas ele está foragido e tudo indica que ele fugiu para a Líbia.

Eu quero esse doutor de volta a nosso país para que ele seja julgado e condenado, fazendo justiça com todas as mulheres que sofreram seus abusos e com todos os casais que foram enganados pelo seu tratamento sujo.
Você não quer?

E se...de repente se...a Líbia olhasse para o tal doutor e entendesse que sua vida estivesse em perigo caso ele fosse extraditado pro Brasil e resolvesse conceder-lhe algo como um asilo político? Ficaríamos nós, brasileiros, satisfeitos? E nossas mulheres? Nossas mães? A honra de nossas famílias?
-Manda já o Dr. Roger Abdelmassih de volta que eu quero justiça!
E olha que não conheço nenhuma das vítimas dele.

Por que seria diferente com os familiares das pessoas assassinadas por Battisti?
Posso jurar que elas também querem o mesmo que nós: justiça.

São dois pesos e duas medidas.
 A esquerda e a direita italiana só se unem nesse fato: Battisti é criminoso. Mas o nosso ex-presidente, que tem complexo de oposição, tem que fazer o barulho dele. Não extraditar Batistti no ultimo dia de mandato é tipo peidar no elevador lotado e descer no próximo andar.

Sra. Dilma e toda a laia da justiça brasileira, muito cuidado!
Hoje vocês estão liberando um assassino para viver impune no Brasil e amanhã pode ser que sejam vítimas desse mesmo ato e nossas mulheres não tenham direito a justiça que elas merecem, porque simplesmente outro país entendeu assim. País esse que não tem nada a ver com nossos dilemas.

Percebem?

02 junho, 2011

"Quando mentir for preciso, poder falar a verdade."


Quem me conhece sabe: eu me viro com a verdade, mas não sei administrar uma mentira.
Por mais que doa, por mais que eu sofra, por mais que mude minha vida, eu prefiro saber, ver, enxergar à viver no escuro de uma mentira, que um dia vai se iluminar e me engolir.

Sou capaz de perdoar a verdade mais horrível que já me causaram, ou não, mas não perdôo a mentirinha inocente. Mentiras não são inocentes, salvo algumas escassas exceções.

Muito provavelmente essa seja a minha razão do querer saber, do precisar entender. E nessa minha busca por tentar ver o mais claro possível de uma situação, me fez ver que a verdade absoluta é um mito. O mesmo acontecimento é visto por pessoas diferentes e de formas distintas. E todas as formas possuem sua verdade parcial. Portanto, toda história tem pelo menos 2 versões diferentes.

Algumas histórias mudam nossas vidas, sem nem terem acontecido com a gente. Algumas coisas nos fazem enxergar o que sempre vimos de um jeito, de uma nova maneira. E é algo irremediável.

Tem quem prefira viver num mundo cor-de-rosa, ignorando alguns fatos que não lhe competem diretamente para manterem sua felicidade. Mas a minha felicidade eu busco no concreto, no real, ou no mais próximo que eu consigo chegar disso. E não na ilusão. Eu me adapto a verdade feia, dolorida e cinza e busco a felicidade em algum canto dela.

A sua verdade pode me dilacerar por dentro, mas eu dou meu jeito. Eu me lambo, me limpo, me curo e o tempo me ajuda a cicatrizar. A sua mentira vai ser a minha ferida supurante, infeccionada e mal cheirosa.

Vou olhar nos seus olhos e vou querer saber quem você é. Minta pra mim e não vou mais querer saber de você.

Não mostre-me nada, seja um mistério, uma incógnita para mim, mas não apresente-se com uma linda bandeja de ilusões.  E sim, você é responsável pelas ilusões que eu tiver a seu respeito. Minhas conclusões baseiam-se no que vejo, no que absorvo de você. Não diga que a culpa foi minha.
Olha no alto da página, do lado direito do blog...leia bem essa frase. É isso.

E falando em verdades e mentiras, em pessoas, em se relacionar, olho pra trás e vejo o quanto um dos maiores representantes atos de mentira, o “trair”, tem várias facetas.
Quando se é adolescente o trair é o beijar entre sua namoradinha e aquele seu amigo, depois de umas chiboquinhas a mais, atrás do palco naquela festa. Quando viramos adultos e os relacionamentos se tornam um pouco mais sérios, o trair vai da sedução à cama e ponto final.  No casamento o trair se personifica na imagem dos amantes, virando um relacionamento paralelo.

Aqui e hoje não julgarei as razões desse ato de mentira, pois variam de um simples impulso, a um relacionamento em declínio até a simples e completa falta de caráter. Cada caso, nesse caso, é um caso!
Não me conheço o suficiente para ter certeza sobre qual seria minha reação atualmente, se submetida a uma situação assim em minha vida. Eu desconfio, mas não coloco minha própria mão para queimar.  E também não entrarei nesse mérito da questão.

Talvez fosse o caso de dissertar sobre um fato. Dar aqui um exemplo bem vermelho do que estou falando, de pessoas que mentem e enganam compulsivamente. De pessoas sem caráter, sem princípios, pessoas invertidas. Pessoas que carregam com si outras pessoas e relacionamentos e deitam-se todas as noites em travesseiro de mentiras.

No entanto eu sei: o trair é só uma das faces da mentira. A mentira estaria ali muito antes dele (ou dela) deitar-se na cama com outra. Um relacionamento é fadado ao fracasso quando a mentira encontra um canto calmo para se aninhar nele.
A mentira é o começo de tudo e o trair é apenas a conseqüência.

Não me magoe, não me faça questionar a sua presença em minha vida, não me decepcione. Não minta pra mim.
A sua mentira, seja lá quem você for em minha vida, será levada para o lado pessoal e não o verei com os mesmos olhos de novo. Meu ponto de vista talvez seja radical demais, mas essa sou eu. Deal with that.
 
Talvez você me deva satisfações, talvez não.
Talvez você me deva explicações, talvez não.
Talvez você precise da minha aceitação, talvez não.
Talvez você precise da minha lealdade e me deva a sua, talvez não.
Talvez precise da minha fidelidade e me deva a sua, talvez não.

Não importa. Minta para mim e você nunca mais será o mesmo. E dependendo de quem você for e do seu papel em minha vida, em meu coração, você vai saber disso. Caso contrário terá só o meu silêncio, que só terá significado para mim.

Não coloco aqui o tamanho, a importância, a razão, os motivos, o tipo ou a gravidade da mentira, pois isso tudo só agrega valor ao problema principal. 
Não olhe nos meus olhos e minta. E se o fizer, cuide para que eu NUNCA saiba disso. Essa é a única coisa que pra mim o tempo não ameniza.

01 junho, 2011

Tagliatelle Nero com Lulas ao vinho branco


Fazendo compras no mercado encontramos lulas frescas com um preço muito bom. Fernando e eu nunca tentamos uma receita com lulas, pois a danada tem ponto difícil de acertar.
Sabe como é...fome, lulas, preço bom, e uma massa boa em casa... Estava na hora de arriscar (e lógico que eu liguei pra minha sogra pra pedir umas dicas com quem entende de cozinha).

Não somos chefes nem nada, mas ficou divino nosso jantar. Um BBB: Bom, Bonito e Baixa caloria (esse último é importantíssimo para nós mulheres).

salivou?
 Vou compartilhar essa receita, que é bem facil, aqui com vocês. Anota ai:

Tagliatelle Nero com Lulas ao vinho branco
(porção para 2 pessoas)

- 800grs de lulas
- 1 cebola média picada em cubinhos
- 3 dentes de alhos picados
- 2 tomates grandes sem semente picados em cubos.
- sal
- pimenta do reino branca
- 1 copo de vinho branco
-  ½ pacote de Tagliatelle a Nero de Seppia (massa negra por tinta de lula)

Limpe a lula, tirando a cabeça, a barrigada e aquela espécie de espinha dorsal, uma cartilagem durinha que parece um plástico. Você pode pedir pro seu peixeiro fazer isso se ele for um cara bacana! Mas se você quiser aprender da uma olhada nesse vídeo que já facilita: 


Em uma frigideira, refogue a cebola e o alho com um fio de óleo. Acrescente a lula e tempere com o sal e pimenta do reino branca a gosto. Tampe a panela e deixe a lula cozinhando na própria água que ela soltará.
Quando estiver cozida (cuidado para não deixá-la borrachóide), adicione um copo de vinho branco e deixe refogar sem a tampa até secar um pouco.
Acrescente os tomates e refogue por mais uns 5 minutos. Não é necessário que os tomates desmanchem.
Desligue o fogo e acrescente a massa já cozida!

Sugestão: sirva com cebolinha fresca picada por cima!

Bon apetit!

Usamos o Tagliatelle Nero di Seppia da Colavita que comprei no Empório Santa Maria. Não é exatamente uma massa em conta e também não é em todo lugar que se encontra, mas além de deliciosa dá um visual diferenciado para o prato! Vale o investimento de vez enquando!